13 de setembro de 2018
Tor des Géants - última atualização
O Paul Michel já entregou o dorsal à organização.
Não foi possível continuar.
As dores que sente no joelho não o deixam continuar. Desta vez não houve quedas, nem sutura, apenas dores.
Já falei com ele. Está à espera de "boleia" para Courmayeur. Disse-me que estava bem (vá-se lá saber o que isto quer dizer).
Vou desafiá-lo a ir no próximo ano e desta vez vou com ele dar-lhe apoio. Que acham, hein?
Assim fica com o Tor feito de várias maneiras: com apoio, sem apoio, finisher, DNF...
Obrigada a vocês aí desse lado. Verdadeiros Géants no apoio!!
12 de setembro de 2018
Tor des Géants - atualização_#2
Neste momento o Paul Michel já fez cerca de 200km. E neste momento que vos escrevo já existem dois finishers, com 74h de prova (+-).
Hoje, pelas seis da manhã, o telefone tocou. Só fez uma queixinha: "estou com muita pieira, preciso mesmo descansar..."
Daqui deste lado eu tinha, pelo menos e assim de repente, umas sete queixinhas para fazer mas decidi calar-me e ouvi-lo. Afinal de contas acho que foi para isso que me ligou, para eu o ouvir.
Parou 4h e meia em Gressoney e saiu pela hora de almoço.
No geral, a Armada Lusa continua toda em campo, o que para já é uma balanço positivo 'trés géants'. Assim se mantenham todos.
Ontem alguém me lembrou e com toda a razão: a prova começa é hoje!!
Vamos acompanhando.
Hoje, pelas seis da manhã, o telefone tocou. Só fez uma queixinha: "estou com muita pieira, preciso mesmo descansar..."
Daqui deste lado eu tinha, pelo menos e assim de repente, umas sete queixinhas para fazer mas decidi calar-me e ouvi-lo. Afinal de contas acho que foi para isso que me ligou, para eu o ouvir.
Parou 4h e meia em Gressoney e saiu pela hora de almoço.
No geral, a Armada Lusa continua toda em campo, o que para já é uma balanço positivo 'trés géants'. Assim se mantenham todos.
Ontem alguém me lembrou e com toda a razão: a prova começa é hoje!!
Vamos acompanhando.
10 de setembro de 2018
Tor des Géants - atualização_#1
Ora bem, chegados ao dia de hoje sei muito pouco do Paul Michel. Sei tanto quanto vocês, ou seja, sei apenas aquilo que o live tracking da prova me permite "ver".
Aparentemente, vai bem. Aaaapaaaaarentemente. Sublinho.
Mais uma vez, caso não tivesse nenhum infortúnio, ele tinha uma estratégia delineada que tentaria cumprir. A minha modesta opinião é que neste tipo de provas, pouco valem as estratégias, porque são tantos os imponderáveis, são tantos os azares, são tantas as sortes que basta uma ou outra novidade e lá vão os planos. Ainda assim é bom ter uma orientação daquilo que gostaríamos de tentar cumprir e, quem sabe, até superar.
Foi o que aconteceu há dois anos. Um queda aos 60 ou 80km (já não me lembro bem) virou os planos do avesso. Ou melhor, deixou de haver planos. Acho que se deve ter uma estratégia, sim. Mas nestas provas convém ter um plano A, B, C até Z.
O Paul Michel já fez cerca de 1/3 da prova. Tem parado alguns minutos (por vezes, meia hora) nos postos de abastecimento.
Neste momento que vos escrevo está entre Cogne e Champorcher. Fez pouco mais de 100km.
O meu palpite é que ele vai fazer as cem milhas (+- 170km) sem dormir. E depois então... Não sei.
Uma coisa é certa. Esta prova só começa lá para quarta-feira. Até lá isto é um passeio no parque. :)
Vamos acompanhando no site da prova aqui e tendo esperança que o telefone toque e do outro lado da linha oiça: "aiii, estou todo "#$%&/..."
É sinal que está bem, portanto.
8 de setembro de 2018
Tor des Géants - Já estão na meta
Verdade! O Paul Michel e o Pedro Conde já estão na meta. E que bem que estão!
Amanhã, domingo, pelas 12h locais (11h em Portugal) dá-se início a uma das provas mais bonitas da Europa. Uma volta, à volta, de quatro montes gigantes, todos eles acima de 4000m de altitude: Monte Cervino, Monte Branco, Gran Paradiso e Monte Rosa.
Vou acompanhar a prova com especial atenção à Armada Lusa.
Coragem e boa sorte (que também é preciso!)
29 de agosto de 2018
Tor des Géants 2018
Pela segunda vez o Paul Michel vai até ao Vale D'Aosta (tentar) percorrer 330km com 24.000D+.
Para ele, esta é A PROVA. A maioria das pessoas acha que foi a MDS. Mas não. Foi esta. Nunca escrevi sobre a sua participação em 2016. Mas tanto haveria para escrever: a queda aos 60km, a solidão de abastecimento em abastecimento, o choro, o arrastar do saco da Grivel, o cheiro nauseabundo da ferida, a desilusão ao chegar à meta...
Talvez por haver tanto a dizer, nada foi escrito.
Este post serve apenas para desejar toda a sorte do mundo (que também é preciso) aos portugueses. Dos cinco que se vão arriscar conheço dois: o Paul Michel e o Pedro Conde. Mas para todos vai o meu apoio e votos de concretização dos seus objectivos.
Estarei ao longe a acompanhar.
Para ele, esta é A PROVA. A maioria das pessoas acha que foi a MDS. Mas não. Foi esta. Nunca escrevi sobre a sua participação em 2016. Mas tanto haveria para escrever: a queda aos 60km, a solidão de abastecimento em abastecimento, o choro, o arrastar do saco da Grivel, o cheiro nauseabundo da ferida, a desilusão ao chegar à meta...
Talvez por haver tanto a dizer, nada foi escrito.
Este post serve apenas para desejar toda a sorte do mundo (que também é preciso) aos portugueses. Dos cinco que se vão arriscar conheço dois: o Paul Michel e o Pedro Conde. Mas para todos vai o meu apoio e votos de concretização dos seus objectivos.
Estarei ao longe a acompanhar.
5 de março de 2018
No creo en novedades, pero que las hay, hay
Já não passava aqui faz uns cinco meses… Bolas!
Como disse no último post: fechou-se um ciclo. Quer para mim
quer para o Paul Michel. Por motivos diferentes, mas fechou-se um ciclo. A seu
tempo darei mais novidades.
Roubando um termo desse outro grande espaço Tertuliano da
blogosfera: deixámos de ser papakilómetros. Ou seja, atravessámos um período de
dois quase três anos em que não havia prova ou corrida em que não
aparecêssemos. E foi bom, foi muito bom.
Mas esse tempo já lá vai. Admito que o gozo de ir às provas desvaneceu-se
um pouquinho. Para terem uma noção este ano só irei participar no Estrela Grand
Trail, na prova dos 25km. O Paul Michel vai fazer a Ultra, com 109km.
E em setembro?… Vai voltar ao Tor des Géants. É parvo? É.
Pronto. Quer lá voltar. Ficou com a prova atravessada na garganta. Vá-se lá
perceber a cabeça de um homem.
Da minha parte tenho corrido menos, mas treinado mais. Tenho
feito outras atividades, nomeadamente (alguma) natação, mas sobretudo musculação.
Acho que tenho andado mais feliz e mais motivada. O facto de fazer outras
coisas tem funcionado bem comigo. Devem lembrar-se que, por vezes, stressava um
pouco com os treinos. Ou porque eram difíceis e não conseguia cumpri-los, ou porque
não conseguia gerir a logística familiar/profissional, ou porque… Qualquer
coisa.
Nesta fase, ando mais descontraída a treinar, mesmo tendo
planos de treinos para cumprir.
Vou tentar vir aqui com mais frequência para vos dar mais algumas
novidades, porque las hay…
9 de janeiro de 2018
Estrela Grande Trail
É o 3 em 1. Tem tudo!!
Ele é teoria, sobre como preparar ultra maratonas; ele é conversa sobre o próximo evento com a chancela EGT - Estrela Grande Trail; ele é parte prática, com um treino em Monsanto ao lado dele mesmo, o próprio Armando Teixeira; ele é autógrafos nas t-shirts dados por mim a quem pedir...
É o que quiserem!! Apareçam, dia 3 de Fevereiro pelas 14h no Clube VII (situa-se no Parque Eduardo Sétimo em Lisboa)
Para isso inscrevem-se em http://www.estrelagrandetrail.pt/
Encontro-vos lá?
21 de setembro de 2017
Ultra Trail de Mont Blanc 2017
Foi toda uma aventura à volta do Monte Branco.
Era impensável imaginar o que passámos, tudo o que vivemos.
As alegrias e as angústias, abastecimento após abastecimento, sempre à espera e
curiosos de ver a expressão do Paul Michel. Seria a expressão do desalento?
Seria a expressão de quem trazia a faca nos dentes? A primeira coisa que fazia era fitar-lhe o olhar. Já o
conheço. E digo para mim: “ele já vem com aquele olhar…” Os miúdos ficavam
nervosos e estavam sempre a pressioná-lo para correr. No seu pequeno imaginário
ainda lhes passava pela cabeça que o pai até pode vir a chegar à meta numa
posição da frente. Mas a meio da prova perceberam, mesmo a sério, que a grande
motivação do pai e dos outros era chegar ao fim.
Dois dias e duas noites de carro atrás do rasto. Atrás do
rasto de um homem que em Novembro de 2012 decidiu que teria de mudar a sua
vida. Deixar para trás 103kg, comprimidos para a tensão arterial e colesterol e
tentar correr, pelo menos, ao ritmo da mulher. Meu Deus!! Como tu eras… Pensar
que não me acompanhavas a correr…
Desde 2012 que te sigo o rasto. Escrevo sobre ti, (agora!!) corro
atrás de ti e ultimamente dou-te apoio em provas. Carregada de saco ao ombro já
conhecem “a menina do saco da Grivel, lá
vem ela com quilos de material ao ombro e um filho de cada lado”.
Levas sempre tudo. Levas sempre o saco carregado com tudo em
excesso e a dobrar. Tal e qual o nosso coração: vai sempre cheio e a
transbordar. Em cada abastecimento
também abrimos o nosso coração e tiramos de lá (não géis, nem barras, nem
Rehidrat), mas sim motivação e força. Tudo isto também levamos em excesso. A vantagem é que não pesa nem ocupa espaço. Dá para levar às arrobas.
Não tenho dúvida que os nossos filhos aprenderam por estes
dias muitas coisas. Muitas mais certamente do que num ano inteiro enfiados em
salas de aula ou a ouvir-nos ralhar com eles quando insistimos que devem ser
assim ou assado ou devem fazer frito ou cozido. Estas experiências enriquecem e
enaltecem valores que dificilmente são transmitidos por palavras.
Eu aprendi uma coisa importante: nas ultradistâncias, como
na vida, devemos seguir etapa a etapa. Em cada etapa alcançada devemos rever
todo o plano e confirmar a linha de continuidade que queremos seguir. Pode
dar-se o caso de ser necessário mudar tudo ou apenas fazer pequenos ajustes.
Passos curtos e pensados levam-nos mais longe. Ou pelo menos com maior
probabilidade levam-nos ao fim.
"Pai, se quiseres desistir dá-me o dorsal que eu continuo..." ou então "Mãe, um dia fazes comigo a OCC?" - estas expressões arrancam-nos sorrisos do rosto mesmo depois de uma noite em branco e um cansaço acumulado que quase não nos deixa responder com entusiasmo. Aliás, foram as palavras deles que me ajudaram a suportar momentos de verdadeira exaustão. Cheguei a dizer: "fod"#$%&, antes fazer uma prova..."
No regresso a casa conversávamos sobre os desafios do próximo ano. Ficámos em silêncio. Uma prova apenas? Repetimos o Tor des Géants mas desta vez com apoio? Fazemos apenas provas de 10km em estrada? Fazemos uma prova apenas algures no outro lado do mundo e aproveitamos e fazemos férias em família?
Com isto: “fecha-se um ciclo” – as palavras são tuas, não minhas.
Faça-se o que se fizer será sempre da mesma forma: "põe quanto és no mínimo que fazes" - as palavras não são minhas, são de Ricardo Reis.
No regresso a casa conversávamos sobre os desafios do próximo ano. Ficámos em silêncio. Uma prova apenas? Repetimos o Tor des Géants mas desta vez com apoio? Fazemos apenas provas de 10km em estrada? Fazemos uma prova apenas algures no outro lado do mundo e aproveitamos e fazemos férias em família?
Com isto: “fecha-se um ciclo” – as palavras são tuas, não minhas.
Faça-se o que se fizer será sempre da mesma forma: "põe quanto és no mínimo que fazes" - as palavras não são minhas, são de Ricardo Reis.
6 de setembro de 2017
25 de agosto de 2017
UTMB'17
Em breve estaremos de volta à semana rainha do trail a nível mundial. Fechar-se-á um ciclo (palavras do Paul Michel).
Nunca é uma palavra muito forte, mas creio que a semana UTMB não voltará a estar na nossa wish-list. Já fiz de tudo por lá: fiz a prova da minha vida, desisti noutra e agora vou acompanhar/dar apoio. 'Tá feito!
Próxima 6ª feira o Paul Michel estará na linha do partida do UTMB para tentar concluir a prova que há três anos lhe escapa por sorteio.
Chamonix é um lugar mágico. Quem foi lá sabe disso. Para os amantes da corrida de montanha é difícil encontrar outro local com esta magia, com este feeling.
Guardo no meu coração as melhores recordações do meu percurso de "baby runner".
Foram tantas...
Vou dando notícias pela página do facebook do RUN BABY RUN.
E a mais importante...
Nunca é uma palavra muito forte, mas creio que a semana UTMB não voltará a estar na nossa wish-list. Já fiz de tudo por lá: fiz a prova da minha vida, desisti noutra e agora vou acompanhar/dar apoio. 'Tá feito!
Próxima 6ª feira o Paul Michel estará na linha do partida do UTMB para tentar concluir a prova que há três anos lhe escapa por sorteio.
Chamonix é um lugar mágico. Quem foi lá sabe disso. Para os amantes da corrida de montanha é difícil encontrar outro local com esta magia, com este feeling.
Guardo no meu coração as melhores recordações do meu percurso de "baby runner".
Foram tantas...
Vou dando notícias pela página do facebook do RUN BABY RUN.
Aiguille du Midi
Para que lado?
Amigo e companheiro de aventura Paulo Soares
À espera que o Tony das Américas chegasse à meta
Depois da TDS... Carinha de Calimero...
Três finishers da TDS (Telmo Dourado, Paul Michel e Paulo Tavares)
Três finishers a andar de avião (dois divertidos, um amuado)
Da colecção: "Anabela tira fotos com campeões"
Da colecção: "Anabela tira fotos com campeões" - O campeão 2016.
E a mais importante...
Anabela Rodrigues du Portugál
(Champion de L'Europe, hã...)
23 de maio de 2017
Estrela Grande Trail: edição "Estava cá um bafo..."
Ir ao Estrela Grande Trail (EGT) foi
como ir a casa dos avós fazer aquelas almoçaradas de família ao domingo, onde
se reúne toda a gente: avós, tios, primos…
As caras são quase todas
conhecidas, o ambiente de amizade e convívio é muito saudável e a vontade de
correr em trilhos que já conhecemos é muito grande.
Só o Paul Michel é que foi correr
a prova dos 109km. Como ia dar-lhe apoio decidimos levar os miúdos e acabámos
por fazer um fim de semana em família. Até porque convém que nós, família,
também treinemos a dar este apoio porque em Agosto no UTMB a cena repete-se.
Este ano, como já devem ter
reparado, decidi fazer uma espécie de ano sabático de provas. Vou a muito
poucas (até agora fiz uma prova) mas continuo a treinar. Treino de forma
diferente (mais musculação), mas mantenho a corrida duas a três vezes por
semana.
Voltando ao EGT e à prova. Do que
acompanhei (de Loriga em diante) creio que o Armando Teixeira e a sua equipa
conseguiram fazer um percurso do mais duro que a Serra da Estrela tem. Creio
que não se esqueceram de nenhum trilho técnico nem de nenhuma subida impiedosa.
Havia tudo isto no cardápio do EGT. A juntar o calor extremo que se fez sentir…
Foi a queda dos artistas, literalmente. A meio do dia já não se discutia
lugares no ranking. Já só se falava se este ou aquele desistiu ou continuou. Em
cada abastecimento as baixas eram significativas.
A Serra da Estrela pode ser muito
agreste. A Serra da Estrela é montanha à séria. Vi alguns atletas pouco
preparados para este evento. Uma prova de 50km na Serra da Estrela não é igual
a uma prova de 50km na Serra da Arrábida. Continuamos a ver a “loucura” de
alguns atletas em atirarem-se de cabeça para estas provas sem terem consciência
do que os espera.
Voltando ao EGT e à prova. Os
abastecimentos estavam sempre impecáveis e de boa qualidade. O staff de apoio
sempre disponível e simpático para ajudar. A única coisa que não ajudava era
mesmo o calor tórrido que teimava em “queimar” atletas a cada abastecimento. Vi
que neste prova o staff não está ali apenas a distribuir sólidos ou líquidos.
Falavam com os atletas, dirigiam-se a eles pelo nome, perguntavam se estavam
bem. Vi inclusive pessoas do staff a encher bidons de água aos atletas, a
servir pratos de massa (como se estivéssemos num restaurante), a desatar os
atacadores a atletas já em dificuldade... Eu creio que isto é, de facto, muito
importante. Existem atletas que não têm apoio, que estão sozinhos (ainda mais
mérito têm). Por isso, é sempre importante ajudá-los nalgumas tarefas básicas.
Voltando ao EGT e à prova. O Paul Michel
propôs-se fazer esta prova sem objetivos específicos, apenas concluí-la com
êxito. E foi isso que aconteceu. Estimava terminá-la perto das duas da manhã mas
terminou-a perto das cinco e meia da manhã. Nos últimos 20km disse vários
palavrões muito feios, que os filhos não ouviram porque já dormiam dentro do
carro, e acabou por arranjar um companheiro de viagem nos últimos 10km.
Curioso é ver que nos últimos
quilómetros já ninguém corre sozinho. Ou seja, à medida que a prova avança
começa a surgir grupos de atletas. Começam a surgir as amizades da corrida.
Pessoas que nunca se viram e que, com o objetivo de terminar, juntam-se para se
ajudar mutuamente. É muito engraçado. Nesta prova em particular deu para
perceber muito bem que já quase ninguém cortou a meta sozinho (refiro-me à
malta do pelotão, claro). É curioso ver com que facilidade as pessoas sentem
que precisam de ser ajudadas a continuar, mas ao mesmo tempo também sabem que
podem ajudar o outro.
Voltando ao EGT e à prova. O Paul
Michel foi um dos resistentes. Demorou 23h a percorrer os 109km.
Um percurso feito em família,
numa prova organizada por família.
20 de março de 2017
Finalmente na Corrida das Lezírias
Pela primeira vez fui à célebre Corrida das Lezírias.
É só para avisar a navegação que continuo a correr, dedicada ao meu objectivo, que este ano é não fazer nenhuma prova "grande", apenas treinar, correr e trabalhar corpo e mente.
O blogue obviamente é o reflexo deste ano sabático (chamemos-lhe assim). Está tudo bem e estou de saúde.
Obrigada pela preocupação.
Abraço-vos!
5 de janeiro de 2017
OUT
Ainda tive dúvidas, mas em consciência decidi que este ano não quero fazer aquela prova.
Este ano lá estarei mas noutro papel. Vou dar apoio ao Paul Michel que vai fazer as cem milhas.
Este ano vou estabelecer dois desafios em Portugal. Só não sei ainda se serão a correr se serão a trabalhar! Mas sobre isso... A seu tempo.
Boa sorte a todo/as quanto lançaram os dados na roleta russa do UTMB.
29 de dezembro de 2016
2016 foi uma boa colheita
Para 2017 reservo algumas mudanças. Será claramente um ano sabático, sobretudo para o Paul Michel.
Para todos vós, que o ano de 2017 vos traga a concretização dos sonhos, a saúde e a bravura para os alcançar.
Daqui deste lado a luta continua, na estrada e no trilho.
14 de dezembro de 2016
Uns com tanto, outros com tão pouco
O UTMB lançou um aplicativo na sua página onde é possível, com rapidez, saber quantos pontos temos acumulados para as inscrições de 2017.
Por curiosidade fui ver os meus pontos e os do Paul Michel.
E com surpresa constato que ainda tenho três pontitos!! Os que conquistei em 2014 precisamente na OCC.
Bom, já o Paul Michel podia fazer um Black Friday!!
Posto isto, queria dizer-vos que para o ano não estava a pensar fazer a OCC, mas assim significa que vou deixar cair estes três pontinhos. Parece, portanto, que é mais uma oportunidade que podia aproveitar. Não sei...
É que para o ano vou na mesma a Chamonix porque o Paul Michel vai fazer o UTMB. Até parece parvo ter os pontos, ter a certeza que vou lá e nem sequer me candidatar. Pois que não sei...
Não sei mesmo.
Por curiosidade fui ver os meus pontos e os do Paul Michel.
E com surpresa constato que ainda tenho três pontitos!! Os que conquistei em 2014 precisamente na OCC.
Bom, já o Paul Michel podia fazer um Black Friday!!
Posto isto, queria dizer-vos que para o ano não estava a pensar fazer a OCC, mas assim significa que vou deixar cair estes três pontinhos. Parece, portanto, que é mais uma oportunidade que podia aproveitar. Não sei...
É que para o ano vou na mesma a Chamonix porque o Paul Michel vai fazer o UTMB. Até parece parvo ter os pontos, ter a certeza que vou lá e nem sequer me candidatar. Pois que não sei...
Não sei mesmo.
9 de novembro de 2016
BEAPT - uma plataforma de treino digital
O treinador Paulo Pires, a Faculdade de Desporto da
Universidade do Porto e a LOBA convidam para a apresentação pública
da plataforma digital de treino BEAPT.
A plataforma BEAPT está associada a um software baseado na
metodologia e experiência de treino do treinador Paulo Pires da ARMADA
PORTUGUESA DO TRAIL (APT) e produzido pelo parceiro tecnológico LOBA.
É a primeira plataforma online de prescrição de treino para
desportos de ultra resistência alguma vez disponível em todo o mundo, uma
inovação 100% portuguesa. O registo é feito na homepage da BEAPT
e permite aceder a planos de treinos individualizados, em função do perfil
biométrico do atleta e dos seus objetivos.
Oradores:
João Paulo Vilas Boas - Professor Catedrático da FADEUP e
Diretor do Laboratório de Biomecânica do Porto - LABIOMEP
Adelino Silva - gestor de projeto - LOBA
Paulo Pires - Treinador e mentor BEAPT
Armando Teixeira - ultra maratonista de elite internacional
treinado por Paulo Pires
Moderador: Telmo Dourado, profissional de comunicação e
ultra maratonista treinado por Paulo Pires
23 de setembro de 2016
Tor des Géants
Uma semana volvida e tudo está ainda muito à flor da pele. O
impacto desta prova nas nossas vidas foi muito grande. De diversos pontos de
vista, cada um de nós, dos miúdos aos graúdos, passou por uma semana muito
intensa.
O antes da prova também foi intenso. Intenso em treinos e dedicação.
Intenso em estudo, em cálculo, em planeamento. Tudo se prepara. Não só o corpo,
mas também a cabeça e a mochila.
Muito haveria para contar, mas por um lado, não posso nem
faço relatos de provas que não vivi, nem sequer de perto. Só à distância de um
F5.
O Paul Michel vem, claro, de alma cheia e muitos ‘ses’…
Muito ‘ses’ e uma certeza: a prova foi o que tinha de ser. Aliás, foi uma prova
que se transformou numa viagem. Uma viagem que o levou a terminar e a alcançar o
sonho. E aqui não há ‘ses’. O sonho era terminar o Tor des Géants. Um sonho que
foi uma travessia.
Sei que o Paul Michel esteve no inferno. Mas entrou e saiu.
Quando saiu ele muda a história do Tor des Géants. Muda a
história, mantém as personagens, mantém o palco e segue a sua travessia até ao fim.
Esta viagem, como todas aliás, tem uma história. Um história
com princípio, meio e… Sem fim. Esta história não teve fim. Esta história
continua... Continua a história e continua a viagem. Seja por montanha, deserto
ou estrada o que interessa é viajar, é conhecer o mundo, é sonhar e
concretizar.
Uma palavra de apreço e de profunda gratidão a todos que nos
acompanharam nesta viagem. Foram muitos.
Mas depois há um que, mesmo não sabendo, esteve lá…
Paulo Pires.
Partilhando a sua filosofia de treino resta-me acrescentar
que por detrás de cada sucesso, esforço, paixão e coragem para arriscar… Existe
o Paulo Pires com coragem para apoiar e viver a viagem connosco. Passe ela por onde passar...
16 de setembro de 2016
Paul Michel un Géant Finisher
Livre não sou, que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.
Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!
Miguel Torga
5 de setembro de 2016
Tor des Géants 2016
E pronto. Agora vamos virar os holofotes para o Paul Michel, sim?
Dia 9 parte rumo a Courmayeur onde no dia 11 partirá para a maior aventura. Esta é que é a maior, é "mais maior" do que a Marathon des Sables. São 330km com 24000m D+ para se fazer, num máximo, de 150 horas. De uma etapa só.
O Paul Michel vai só. Quando pensou neste desafio disse que só o faria com apoio. Na altura acordámos que sim, que iria fazer-lhe o apoio à prova. Mas, o início do ano escolar ditou que fizéssemos opções. A opção foi eu ficar. Por isso, houve a necessidade de reorganizar toda a logística e preparação desta prova. Há claramente uma grande diferença entre fazer uma prova destas com e sem apoio.
Ele vai sozinho. Vai ser uma semana de nervos. Preferia ir com ele. Sempre sabia da evolução, da sua condição física. Ao longe não saberei de nada, ou pelo menos saberei de muito pouco. Saberei aquilo que o site da prova me informar e saberei algo quando ele me telefonar (que não serão muitas vezes, já sei...).
Convido-vos a conhecer um pouco da prova que este ano atravessou uma controvérsia entre a organização e as entidades locais, ao ponto de neste momento estar a decorrer uma prova igualzinha, fazendo o mesmo percurso que o Tor des Géants.
Sobre a preparação do Paul Michel, nada a assinalar: metódico, focado e rigoroso. Não tenho dúvidas que vai terminar esta desafio.
Mas esta preparação não começou faz meses. Começou faz anos.
Não te esqueças que este ano vais sozinho, ó...?
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