13 de janeiro de 2016

UTMB 2016


Lembram-se? Eu também, como se fosse hoje.


Na altura foi uma loucura. Hoje recebo a notícia mais serena.

Mais serena ou mais triste ainda não percebi bem.

A tristeza do Paul Michel não ser sorteado, pelo segundo ano consecutivo, para o UTMB deixa-me um amargo de boca.

Um amargo de boca que pode passar se ele decidir ir comigo. Não me apetece ir sozinha, sem ele.

Engraçado... Nunca tinha acontecido: eu ir e ele ficar. 

Mas tu vens, não vens?



(P.S. - Só podes ter muita sorte ao amor... Com o azar que tens ao jogo.)


29 de dezembro de 2015

Última corrida, último lamento, último post

Adeus terrível 2015. Despeço-me de ti numa corrida junto ao mar.

Junto ao mar é possível falar com as estrelas, pois junto ao mar estamos perto delas. O mar toca no céu. Lá, onde as estrelas estão.

2015 permitiu que no céu cintilassem estrelas que faziam falta cá em baixo, perto do chão ou perto do mar.

Quem cá está fica e sorri. É nosso dever.

Seis sorrisos para 2016.

 Ericeira Trail Run



Abraço 2016 como encaro as subidas: com serenidade e cautela.

Até Janeiro!

14 de dezembro de 2015

Reset

Sabes que tens de fazer uma espécie de reset na tua vida (de mulher corredora) quando vais a uma prova e desistes a três quilómetros do fim.

E perguntam-me vocês se estou triste com isso? Claro que não.

É só mesmo fazer o tal reset e em 2016 tudo vais ser melhor.

Tudo isto se passou nos Trilhos do Javali, uma prova bem bonita, bem organizada, num dia lindo em plena Serra da Arrábida. Tudo esteve bem.

Ficam apenas registos do início e do meio, porque do fim não reza a história.



24 de novembro de 2015

3º trail do Zêzere



Gostei tanto de ir à 3ª edição do Trail do Zêzere…

Não só por isto mas também.

Foi tempo de reencontrar alguns amigos e correr com pessoas que já não corria há muito tempo. Claro que o facto de estar um dia lindo também ajudou. Saí de lá de alma renovada. Fui à versão dos 20 km.

O Paul Michel foi fazer os 70 km. E segundo ele foram uns 70 km muito durinhos. Desengane-se quem acha que ali para os lados de Ferreira do Zêzere não se sobe. Apesar de não haver subidas longas, o percurso é sempre em sobe e desce, sobe e desce. 


Esta subida, por acaso, era uma 'pikena' excepção. Era loooonnnnga...


Desta prova só há a dizer bem, até o tempo esteve do lado da organização. É muito bem organizada dos diversos pontos de vista: logística, abastecimentos, percursos. Creio até, que é das provas onde vi mais voluntários. 

No caso dos 20 km, tivemos direito a um abastecimento, que também por tratar-se de uma prova pequena, posso dizer, que foi suficiente. Longe daquilo que são os bons abastecimentos de provas mais longas, mas ainda assim muito razoável: banana, laranja, bolos, isotónico, coca-cola, água, etc..





Da minha prestação nada a assinalar. As principais subidas eram no início e, por isso, logo ali no km6 senti-me um pouco sem forças. Recordo-vos que ando em dieta rigorosa. Apesar de neste dia ter reforçado não só o pequeno-almoço como também as refeições intermédias, constato que ainda assim foi insuficiente. Deveria ter reforçado as energias logo a seguir às subidas. Após ter conversado com a minha nutricionista chegámos a essa conclusão e, de futuro, terei de fazer outras opções. Correndo, 'dietando' e aprendendo.

Enquanto estiver a fazer dieta, terei de experimentar várias estratégias de alimentação. De Ferreira do Zêzere trago a aprendizagem que tenho de comer mais, especialmente durante a prova/treino. Não posso tentar resistir e depois sentir-me fraca e sem forças.

Em metade da prova tive a companhia especial da Rita que fez o favor de me empurrar nos últimos 11 km. E se empurrou... Obrigada, minha amiga!




Prestes a entrar no pavilhão onde estava a meta. Cansadita.

Antes da prova encontraram-se duas t-shirts mágicas: as t-shirts SPEM! E a propósito da SPEM constato, com grande satisfação, que estas t-shirts já começam a ser um fenómeno muito presente. É rara a prova onde elas não apareçam e em algumas já em grande número.

O Carlos Teixeira é um grande embaixador desta causa. Eu, apenas me considero uma simpatizante. Apelo, de novo, a todos que correm e que pretendam apoiar uma causa que a SPEM é uma organização que desenvolve um trabalho importantíssimo fruto de muito voluntariado.

Caso queiram saber mais informações vejam o site aqui. Se adquirirem a t-shirt por apenas 10€ já estão a dar um importante contributo.

Lembrem-se que ajudar não cansa. Só o correr.



Carlos Teixeira, eu e Ritchie

Inté, num trilho por aí!

12 de novembro de 2015

Wine Run na Quinta do Gradil e o dia de uma coligação

O fim de semana que passou foi rico em emoção. Senti como que tivesse voltado a correr. Participei na Wine Tour organizada pela Quinta do Gradil a propósito do Dia Europeu do Enoturismo.  Foi uma espécie de “corra e depois beba…” Tão bom.

Depois da prova a Quinta do Gradil proporcionou aos participantes da corrida e da caminhada uma prova de vinhos, castanhas assadas, fruta e outros petiscos. No final ainda nos ofereceram uma garrafa de vinho. Escusado será dizer que o dia estava lindíssimo e que o percurso da prova foi absolutamente embriagante.





Paul Michel decidiu ir às sete da manhã, com outro amigo, subir a serra de Montejuntos e depois, na hora da partida, apareceram para completar os 12km de prova. Fez assim o seu treino longo de fim de semana. Eu cá não. Apareci à hora marcada para o habitual convívio entre pares, fiz a minha corrida e depois bebi um copito que me deixou atordoada.

Ainda antes da prova estivemos à conversa com os amigos da blogue Correr na Cidade.




Depois de tanta converseta lá chegamos a um entendimento. Não foi preciso assinar acordo escrito porque "palavra dada é palavra honrada".

No final a foto da coligação:


Bem sei que mais parece uma OPA hostil do Correr na Cidade sobre o Run Baby Run, pois eles são mais e todo/as mais altos, mas a verdade é que eu e o Paul Michel tudo faremos para defender... 

Estava aqui a tentar fazer uma graçola entre a corrida e a política, mas... Epá, esqueçam... É tudo tão diferente. Não dá.

Parabéns à Quinta do Gradil pela iniciativa e até para o ano. Com mais quilómetros de prova e menos álcool no sangue!

Tchim-tchim!


11 de novembro de 2015

2 de novembro de 2015

Anda comigo ver os aviões (e burros e patinhos)

Pois pensavam vocês que eu já estava morta, morrida, matada? Nahhhh… Por aqui vamos rolando. Muito trabalho, algumas viagens cá e lá que não deixam uma nesga para escrever, mas por outro lado, deixam muito tempo para treinar.

Continuo afincadamente motivada no meu desafio: perder peso, perder massa gorda e ganhar massa magra. A par disto vou treinando moderadamente. Até ao fim do ano tenho algumas provas, mas tudo na casa dos 25km de distância e desnível de 800D+, no máximo.

Confesso que estou a atravessar uma fase muito boa na minha vida. Treinar sem provas à vista é coisa que já não fazia há algum tempo. Dá-me aquele gostinho de correr por prazer. Quando cumpro os meus planos de treino, muitas vezes não treino por prazer. Tenho aqueles dias, ou porque o trabalho foi extenuante, ou porque tive um aborrecimento, que quando chega a hora do treino só me apetece atirar com a toalha ao chão ainda antes de calçar os ténis. Mas a disciplina de treino, que é também muito importante, obriga-nos a esquecer tudo e a focar toda a nossa (muitas vezes pouca) energia naquele objectivo. E quantas vezes terminamos com a sensação que até foi um bom treino? Comigo acontece. Acabo de treinar e penso: “vês? Querias tu ficar em casa…”

E por isso mesmo em dias de chuva, trovoada, frio e vento arranjem um objectivo de treino. Comigo funciona. Por exemplo, vou sair de casa e vou ver os aviões.




Ou vou sair do hotel e vou ver os bichinhos…




É ir e voltar. Pronto. Treino feito.