18 de julho de 2016

OCC'16

Quase um mês sem escrever. Quase o mesmo tempo sem treinar.

Estou a (quase, quase) um mês de partir para Chamonix, mas a minha preparação está a anos-luz do que deveria estar.

Já desisti de ir fazer o OCC e já voltei com a decisão atrás. Andei este período num impasse entre o vou-não-vou. Um impasse que ainda não está completamente resolvido. Talvez se resolva no dia da prova, na linha de partida.

Há momentos na vida em que carregamos no botão ‘pause’ e saímos do nosso filme. Saímos cá para fora, deixamos de ser protagonistas e passamos a ser espetadores. E quando assim é somos muito críticos e vemos defeitos em muita coisa.

A corrida terá sempre o seu lugar na minha vida. Só não pode é ter um lugar demasiadamente destacado ao ponto de me prejudicar ou fazer-me infeliz. E já existiram momentos em que a corrida deixou-me infeliz.

Aproveitarei o OCC com as suas 14 horas para pensar nisso…

Espero que estas 14 horas cheguem para pensar e que eu chegue antes destas 14 horas.

(A escrita é curta. Tal como têm sido os meus treinos.)

18 comentários:

  1. Isso é que era doce ... era mais o que faltava ... a moça arrasta um desgraçado de um labrego de uma aldeola do norte para se meter numa aventura pelos Montes Claros, e depois quer fugir com o rabo à seringa ... népias, nada disso, mas é que nem pensar sequer. Desenmerda-te rapariga ... Andamento que ainda tens um mês ... bem, se retirares 2 semanas para tapering ainda tens 3 semanas - ouuuuupaaaaa ... vamos nessa Vanessa!!!
    Beijinhos

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    1. Meu querido amigo: podes não acreditar mas és o factor principal da minha (para já) não desistência. Por esses motivos que evocas: fui eu que te desafiei, por isso jamais te deixaria "na mão". Sempre disse ao Paul Michel: ir a Chamonix, vou! Nem que seja apenas para acompanhar o Perneta e estar na meta à espera dele.
      Não fosses tu e tinha desmarcado tudo (avião, casa, etc.).

      Eu vou a Chamonix. Se estarei na linha de partida em Orsières isso já é outra conversa...

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    2. Olha ... perdi o pio completamente, e olha que não é fácil eu perder o pio ... beijinhos

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    3. Deixa o pio para gritares lá por mim ;) Beijinhos

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  2. Queres ver que tenho que ir a Chamonix por te a marchar pelos Montes? Já tenho saudades de dar recruta portanto teria todo o sangue na guelra. Vá ver toca a treina, 1, 2, 3, esquerdo... Eu também não dava nada pela selecção de futebol e olha afinal... Vá, vai lá fazer um brilharete. Se nós portugueses fomos capazes de dar a volta ao mundo contra tudo e todos o que são agora meia dúzia de montes? Vá que ainda há tempo. Força!

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    1. Obrigada Sílvio! Mas, sabes, não sou uma pessoa muito dotada neste campo. O que faço, o que alcanço é à conta do meu treino e trabalho. Não basta acreditar que conseguimos, é preciso trabalhar para isso.
      Até lá vou fazer o meu melhor. Vamos ver até onde esse melhor me leva: se até à meta se até meio do caminho.

      Beijinhos e obrigada

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  3. Anabela, o treino é sem dúvida importante mas o querer também o é. E se o primeiro não vive sem o segundo, por vezes, quando é muito forte, o segundo sobrevive com apenas um pouco do primeiro.

    Muito poderia aqui dizer, daquelas frases feitas à medida para motivar para mais uma jornada épica, mas não o vou fazer pois uma frase tua preocupou-me muito "E já existiram momentos em que a corrida deixou-me infeliz"

    Ora, na corrida as coisas podem sair mal e ficarmos desiludidos, frustrados, mas o termo infeliz é bastante mais forte e aí será algo que tu tens que equacionar, balancear e decidir pela tua vida.

    Por isso, apenas quero deixar-te a convicção que seja o que decidires, desde que seja para o teu bem, apoio-te a 100%.

    Força Anabela que a vida é preciosa demais para não a tentarmos viver a lutar pela felicidade.

    Beijinhos e conta sempre comigo

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    1. João, muito obrigada pelas tuas palavras. Quando escrevo meço bem as minhas palavras. O termo "infeliz" não é exagerado. A minha, por vezes excessiva, dedicação à corrida levou a que algumas pessoas muito importantes na minha vida se sentissem em segundo plano. E isso eu não queria que acontecesse. Por isso escrevi e reafirmo: a corrida é muito importante para mim e jamais deixarei de correr, mas chegou o momento de parar, pensar e reflectir sobre algumas opções a tomar.
      Isto não é nenhum drama, é apenas uma fase em que preciso de tempo para me reorganizar (pessoal, profissional e socialmente).

      Beijinho grande!

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    1. LOL... Calma! Não me pressionem!!! ;)

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  5. Sou um rapaz pratico e sem grandes conversas: se não vai a Anabela vai a Macarena mas uma tem de ir gaita! :)
    E se for necessario vou ai ter com as duas e levo a "psicologia rural" ou seja uma bruto pau de marmeleiro para correr atrás de vocês as duas (a Macarena e a Anabela entenda-se!)!.
    Deixem-se de tretas e de estados de alma estranhos e dêem é as pernas que conheço muito bom gente que adorava poder correr e não pode por motivos mesmo sérios e complicados! Um beijinho para as duas!

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    1. Meu querido amigo Jorge,
      A Anabela é bem mais complicada que a Macarena, acredita!

      Agradeço o pau de marmeleiro psicológico. Às vezes dói mais que se levasse com ele nas costas!
      Beijinho grande

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  6. Mas, olhamestaagóóra, atão com quem vou, mentalmente, beber uma Carlsberg nos Montes Claros??? Hã???

    O Perneta é mais francesinhas e só lá para Novembro e o Paul Michel tem mais que fazer no meu dos Gigantes...Ainda deverá haver Sopa da Pedra.

    Cada um sabe de si e há realmente palavras nesta crónica que não deveriam estar, como tal, reorganiza-te mental, fisica, espiritual, coiso, e depois decides.

    Não comparando, reduzindo-me á minha insignificância, depois do rebento lá de casa nascer e apesar de ainda ter forçado uns tempos, pura e simplesmemte deixei o BTT.

    Demasiado tempo, demasiado esforço, esforço que tinha que transferir para outra pessoa.

    Ganhou a corrida mas lá está, não comparo pois não vou ao OCC (este ano ;)) por isso a carga, o tempo dispendido é menor.

    Deixei pelas mesma razões o ginásio, obrigava a demasiadas "jiga-jogas" de tempo, de presença, passou a ser um esforço, a alegria e o bem estar era dissipado quando pensava nos que em casa ficavam.

    O tempo não estica e nem sempre é possivel aumentar as nossas atividades, o nosso esforço.

    Penso que todos os que te lemos e comentamos achamos o mesmo:

    Queremos ver-te nas fotos da meta com um sorriso à Anabela!

    Como tal é ver se é a carga de treinos necessária ao OCC que te deixa infeliz e não a corrida, afinal há tanta prova de 25 km pelo Mundo ;), ainda te sobra tempo para a Carlsberg.

    Bjs

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    1. Aiiii, JNR, nem imaginas o que estes comentários me fazem bem. Fazem-me sorrir, fazem-me ter vontade de voltar à carga com tudo, fazem-me repensar se não estarei a exagerar... Fazem-me muito bem.
      Os exemplos que dás eu percebo-os muito bem. E aquilo que tentei transmitir tem a ver com isso: a vida familiar sai prejudicada com a dedicação à corrida. Possivelmente o problema é meu, que não estou a conseguir gerir as coisas da melhor forma.
      Mas admitir que assim não está bem já é um passo. O próximo será tentar fazer o OCC e depois terei de repensar a minha vida neste campo.

      Beijinho grande e obrigada pelas palavras!

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  7. Ana,
    faça o que te faz feliz,o resto é "mimimimimi".
    Grande abraço para vc e Paulo.

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    1. Muito obrigada Jorge!
      Forte abraço!

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  8. Anabela, como eu te percebo.
    A corrida é uma parte muito importante da nossa vida, mas não é a mais importante.
    Às vezes também sinto que precisava de mais tempo para outras coisas, é preciso gerir a coisa dentro dos possíveis.

    O que sei também é que és mulher e uma mulher de garra e fibra por isso tenho a certeza que vais encontrar uma solução. Agora força para o OCC! Tu consegues!

    Beijinhos grandes

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    1. Já dizia alguém: "a corrida é a coisa mais importante de todas as coisas secundárias na nossa vida".

      Muito obrigada, amiga! Beijinho grande

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