10 de junho de 2013

Corridas da nossa terra


O dia não começou cedo, mas também não era preciso. O sol que teima em não aparecer não nos obrigou a sair cedo da cama. Eram já perto das 11h quando a Babe me toca a porta. "Está no ir?"

O percurso já era por nós conhecido, já o tínhamos feito a caminhar no ano passado com outros amigos. Desta vez, vamos fazê-lo a correr. São aproximadamente 7km sempre no sobe e desce. 

Foi um treino num local privilegiado, como podem ver nas imagens, como tantos outros que há no nosso país, mas a verdade é que aqui, para nós, tem um sabor especial.

Este tipo de treino é muito diferente daquele a que estou habituada. Para começar não se vê viv'alma. Somos só nós e a natureza. Mas o que mais me emociona são os cheiros. Cheira a verde! Mas é um cheiro diferente daquele que sentimos, por exemplo, quando corremos no Jamor ou em Monsanto. Não é a mesma coisa, desculpem... É diferente... Este verde, este cheiro é diferente.

E essa diferença fez com que este treino, apesar de ter sido feito com uma companhia habitual, tivesse sido muito diferente.

Quando terminámos os nossos quase 7km disse à Babe: em Agosto, no 1º Trail da Pampilhosa da Serra, só temos que fazer mais 12km.


 
 
 A opção por t-shirts azul-céu era para espantar os javalis.
Não há nada que se coma que seja azul, certo?


Boas corridas!

5 de junho de 2013

Mas como é que começaste a correr?

Às vezes, algumas amigas, perguntam-me: mas como é que começaste a correr? Não vou fazer aqui uma espécie de Manual do Iniciado, mas há dicas e conselhos que posso, e devo, partilhar e que podem ser úteis. 

Qualquer pessoa que se queira iniciar numa actividade física deve saber se está em condições para tal. Nada como ir a um médico fazer aquela consulta de rotina que há dez anos não fazemos e aproveitar para dizer ao doutor: “Preciso de ajuda, queria começar a correr”. Não vai acontecer nada de especial, o Sr. Doutor vai passar-vos alguns exames/análises de rotina para depois vos dizer: "está tudo bem! Siga!"

Dar início à prática de corrida, caso não seja realizada da maneira correta, pode não ter como consequência o desejado. A corrida é uma prática de impacto, portanto atenção à coluna, joelhos e articulações. Quem tenha problemas destes tem mesmo que ir ao médico e avaliar se a corrida é o mais indicado. Possivelmente não.

Depois surgem as dúvidas, sobretudo entre as mulheres. Tenho forma de conciliar a minha vida familiar e profissional com a minha (nova) vida desportiva? TENHO! Aqui começam a surgir as desculpas: vou a que horas? De manhã não dá tempo e está frio. Ao fim do dia saio tarde e está vento. Na hora de almoço não dá jeito porque depois não tenho tempo para lavar e secar o cabelo.

Ora bem, para começar é preciso muita força de vontade e alterar alguma rotina diária. Nesta fase inicial é preciso ser mesmo disciplinada. Só nos podemos dar ao luxo de “saltar” um treino quando a corrida já é um vício. Se no início começamos a falhar… Acabamos por desistir. Imponham uma rotina semanal. Para começar três vezes por semana, por exemplo. Eu fiz assim: terças, quintas e depois ou sábado ou domingo (dependendo dos compromissos familiares).

A melhor altura do ano para começar este “programa de iniciados” é a primavera. Se começam no outono/inverno à primeira chuvada ou vendaval desistem. Além disso, na primavera os parques, ruas estão repletos de pessoas a correr, caminhar… É mais motivador. Vão olhar para elas e vão identificar-se com esse estilo de vida saudável.

Outra coisa que recomendo é, para quem nunca correu, não comece logo a correr. Sugiro, tal como fiz, caminhada rápida. Isto ajudará a aquecer as vossas articulações, tendões, músculos. A pouco e pouco vão sentir o corpo a pedir mais: ou mais tempo de caminhada ou mais rápido. Após alguns meses as minhas caminhadas chegaram a durar duas horas! Mas 40 minutos já é muito bom para começar. Assim, fazem uma adaptação progressiva e sem traumas. Se começam logo a correr no dia a seguir não se levantam da cama. E desistem! Porque tem dói-dói…

Mais tarde, e para dar resposta ao "o corpo está a pedir mais" comecei a intercalar a caminhada com a corrida. Por exemplo, caminhava cinco minutos, corria dois minutos e assim sucessivamente. Aos pouco fui invertendo a tendência: aumentei o tempo de corrida e diminuí o tempo de caminhada.

Até ao dia! Em que corri sem parar trinta minutos!! Nesse dia, confesso, senti-me uma corredora top! Já não sou uma papa-açorda, já corro, caraças! E por aí em diante...

Atenção: o nosso corpo dá-nos sinais e é preciso saber interpretá-los! Não sobrecarreguem o vosso corpo no início, nem em tempo nem em carga. O que é que eu quero dizer com isto: não é para correr uma hora nem para correr muito rápido, ao ponto de ficarem ofegantes! Respeitem o vosso corpo, evoluam gradualmente. DEVAGAR!

Aqui não há milagres, é como nas dietas! Não se tornam corredoras ou corredores em dois meses! Façam disto um estilo de vida e para a vida.
E se é para toda a vida, não há pressas porque todos temos uma vida longa! Saltar etapas pode significar lesões.
Além disso, quem quer atingir objectivos em pouco tempo vai dar-se mal. Porque aqui, repito, não há milagres: não vão conseguir atingi-los e depois acabam por desistir.

Aqui a regra é a da tartaruga: devagar devagarinho se chega muito longe! E vocês vão chegar lá!

Eu cheguei!

E para finalizar, há outros truques que ajudam. Já sabem, não é? Uns ténis novos, uma t-shirt a condizer, uma fitinha para o cabelo… Tudo factores motivacionais! Ah, a mim a música ajudou-me imenso. As longas caminhas, quando feitas sem companhia, podem tornar-se aborrecidas. Levem música.




Boas caminhadas!

4 de junho de 2013

Isto é que é estilo!


 Made in Corrida Wolkswagen


Estilo é...

...Ir trabalhar empoleirada nuns stilettos tigresse, com 10cm de salto alto, ostentando, com orgulho, as suas marcas de guerra!


Mãe - "Vês, filha, esta ferida foi na corrida Volkswagen. Levei umas meias mais curtas para não ficar marcada do sol e elas foram descaindo, descaindo até roçarem. De tal forma que me fizeram uma bolha que depois rebentou e ficou em carne viva!"

Filha -"oh, mãe, levavas as outras meias, as cor-de-rosa..."

Mãe -"Pois, mas a mãe já está farta de parecer uma zebra com tanta risca: é no meio da perna por causa do calção, é no tornozelo por causa das meias, é nos braços por causa das t-shirts..."

Como diria alguém: ou estás confortável ou estás com estilo!

Boas corridas e com meias acima do tornozelo!

3 de junho de 2013

Pela 2ª vez fui muito feliz na Autoeuropa!

Valha-me Deus! Não me lembro de fazer uma prova com tanto calor. Bem dizia o outro: a margem Sul é mesmo um deserto!

Mas se o calor nos castigou, a Volkswagen presenteou-nos com uma excelente organização desta prova. Ou melhor, mais do que prova, foi um evento ou tributo à prática do desporto.

Ouvi muito elogios às edições anteriores e por isso, mas não só, decidi fazer esta corrida. Em primeiro lugar é uma corrida invulgar, pois o facto de parte do percurso da prova atravessar parte de uma fábrica de automóveis não é todos os dias. Depois guardo com alguma nostalgia uma visita de estudo que fiz a esta fábrica nos tempos da faculdade.

Nessa altura, ainda me lembro, queria ser Directora de Recursos Humanos. E era ali mesmo que o queria ser, naquela unidade fabril que, naquela época, era o exemplo por excelência do método de gestão just in time.

Enfim, recordo com saudade esses tempos de faculdade e os sonhos que alimentei nessa altura... Alguns concretizei-os outros não. E, não. Não sou Directora de Recursos Humanos da Autoeuropa nem de nenhuma outra unidade fabril. Esse não concretizei. Adiante...

Voltando à prova. Foi duríssima! Aquilo parecia um inferno. Calor, calor, calor...

Vou contar-vos como foi. Quase tão rápido quanto eu corri! Sim, é verdade. O meu primeiro RP oficial nasceu aqui, na margem sul, na Autoeuropa. Antecipo já: de 01h07m na Corrida do Benfica, em Abril, consegui fazer aqui 01h01m. Toma! Já foste!

Devo e dedico este RP ao Paul Michel que foi um rebocador super-fofinho! Na véspera andou a "trilhar" com o Jean Charles. Fez 27km e, portanto, neste dia prometeu-me que me acompanhava porque nem sequer estava em condições para fazer uma prova para tempos. Prometeu e cumpriu! Ainda duvidei que o fizesse porque depois de iniciarmos uma prova começa o "bichinho" a morder e acabamos por acelerar. Pensei para mim: "ele vai deixar-me". Mas não deixou. Levou-me da partida até à meta, como um cavalheiro leva a sua dama. Só que os tempos mudaram: antigamente levavam as damas de charrete a um baile nos salões do Palácio... Agora não. Convidam-nas para correr e suar que nem lagostas e depois disto dão-nos um beijinho e dizem: "correste bem, pá! Bom ritmo! 'Tás quase lá!"

Tão romântico...

Adiante (outra vez). A nossa equipa hoje tinha um elemento novo, a Isabel. Os restantes eram os suspeitos do costume: eu, Babe e Paul Michel.

O ambiente que se fazia sentir era bastante animado. Desde logo se percebeu que o evento prometia. Alinhados na linha de partida lá seguimos. Antes disso, todos dizíamos uns aos outros: "eu cá vou ao meu ritmo, vocês sigam..."

Eu não queira largar o Paul Michel, mas o receio que ele me abandonasse pairou sempre sobre mim. Assim que arrancámos percebi que a Babe e a Isabel ficariam para trás. Pensei para mim: "agora aguenta-te, miúda. Ou acompanhas o ritmo dele ou ficas por tua conta". Segui sempre a um ritmo confortável para mim. Fiz alguns quilómetros abaixo dos seis minutos, o que para mim é um feito gigantesco. O gentleman lá me perguntava de vez em quando: "estás bem? Este ritmo está bom para ti?"

Seguimos fábrica fora e eis que surgem os primeiros apoiantes na zona de entrada da fábrica. A mim sabe-me sempre muito bem ter pessoas a aplaudir ou a dar um "força". E retribuo sempre com um "obrigada" ou outro aplauso. Não consigo ficar indiferente a estas pessoas. Passar por eles sem nada lhes dizer para mim é difícil.

Adiante (novamente). Fizemos dois, três, quatro quilómetros e o calor teimava em massacrar tudo e todos. O alcatrão fervia. Os meus pés também. O suor escorria-me pela face a já me ardiam os olhos.

Primeira quebra dá-se por volta dos quatro ou cinco quilómetros. Até aos seis quilómetros. Penoso, este trajecto. Mas a partir do quilómetro sete dá-me o chamado segundo fôlego. E foi aqui que o Paul Michel foi decisivo. Cada pessoa que avistava dizia: "estás a ver aquela da t-shirt verde? Vamos passá-la!" E passámos. "Estás a ver aquela senhora com a idade da tua mãe? Vamos passá-la!" E passámos. "Estás a ver aqueles dois cheios de músculos que passaram por nós no início? Vamos passá-los!" E passámos. E foi sempre assim até à meta.

Sem ele não conseguiria fazer este tempo. Teria feito melhor, sim. Mas não acredito que tivesse tirado cerca de seis minutos ao meu RP. Gostei de correr com ele e para ele. Porque no fundo eu (também) corri para que ele ficasse orgulhoso de mim.

Ainda me perguntou: "queres tentar fazer abaixo da uma hora?" Ao que rapidamente respondi: "não!" Percebi muito bem as minhas reais capacidades. Sabia que o que já tinha feito tinha sido muito. Senti-me muito orgulhosa e contente comigo e, acima de tudo, recompensada pelo trabalho que fiz nos últimos meses.

Costumo dizer, os meus objectivos são ambiciosos mas vagarosos. Os meus objectivos serão alcançados da mesma maneira como tenho alcançado as minhas metas. Nem depressa nem devagar, ao meu ritmo. E o meu ritmo é o melhor!

Por isso, este corrida Volkswagen serviu para reforçar o meu caminho enquanto corredora. Quero continuar a sê-lo, quero continuar a correr bem, quero trazer mais pessoas para esta vida, porque esta é uma vida boa! É a minha (nova) vida!

Deixo-vos as imagens. Algumas muito especiais (para mim)...




 O azul dominante


Os dois


 A Babe, sozinha, mas a preparar-se para atirar com o telemóvel ao fotógrafo


Felizes!


 Muito felizes


Mesmo felizes! 


The girl in purple skirt 


E as t-shirts, hein?
 

 A equipa RUN BABY RUN contou, pela 1ª vez, com a participação da Isabel. Recebam todos um forte abraço e os parabéns por superarem mais este objectivo.




31 de maio de 2013

Nike Run Free Lisboa - Nós fomos!


Realizou-se ontem, 5ª feira, o Run Free Lisboa, um evento promovido pela Nike que tinha como objectivo promover a corrida em Lisboa num ambiente diferente por caminhos inimagináveis. Era esta a promessa e acho que conseguiram cumpri-la. Não era uma prova, não havia chips, não havia dorsais, não havia prémios. O prémio era o simples convívio entre participantes e, no final, uma bebida e uma fatia de pizza. That's all folks!

Considero que conheço bem Lisboa, mas esta corrida levou-me a becos e escadinhas onde nunca tinha estado.

Lá seguimos para o ponto de encontro, o Largo de Camões. Quando chegámos já estava uma multidão de cores fluorescentes à nossa espera. Fizemos o nosso registo e partimos para as habituais fotos da praxe.

Feito o aquecimento ao som de Ó Malhão-Malhão, Gangnam Style e Macarena soou a buzina. Partimos. Subimos do Largo Camões até ao Príncipe Real e depois começamos a fazer corta-mato até ao Marquês de Pombal. Primeiro ponto de controlo estava feito.

Toca a correr até ao Elevador da Lavra. Não conhecia. Eram três subidas assim:



A primeira ainda foi feita a correr, as duas seguintes a andar. Aquilo era duro e eu só imaginava que na primeira estreia da minha t-shirt esta já ia ficar imprópria para consumo. Siga!

Feito o segundo controlo foi sempre a descer até à Praça do Comércio, onde nos esperava um trampolim para relaxar os músculos. Os organizadores "obrigavam-nos" a pular 30 segundos e só depois da prova superada é que nos davam o ok para seguir.

Siga então até à Ribeira das Naus. Um recadinho daqui ao Presidente da Câmara de Lisboa: Sr. Presidente António Costa, aquela obra merecia melhor iluminação. Correr ou caminhar por ali à noite sem a conveniente iluminação pode custar alguns tornozelos empenados. Bem sei que aquilo é para inglês ver, mas depois os "camones" vão daqui muito mal impressionados. Veja lá isso, sim? Agradecida.

Chegados ao terceiro controlo tínhamos que dar um grito. Um grito? Mas... E dizemos o quê? Qualquer coisa, por exemplo: "corre com Niiiiiiiiike"! Ora essa, olhamos uma para a outra e... Qual era a dúvida?

RUN BABY RUUUUUUUUUUUUUUUUUUUNNNNN

Agora, no final, era só subir até ao Chiado, junto da loja da Nike para o último controlo. Lá fizemos mais uns atalhos e chegámos sãs e salvas a este bom porto, onde nos esperava um mini-fatia de pizza e uma bebida (grandes forretas! Fartam-se de vender ténis e depois só nos oferecem uma micro-fatia de pizza!) Aquela fatia de pizza desapareceu em duas dentadas!

Falta um pormenor: entre o elevador da Lavra e a Praça do Comércio por onde é que nós passámos?? Ginjinha d'Óbidos! Eheheheheh... Foi o abastecimento necessário para continuar em força!

Ficam a saber que todas as 5ª feiras a Nike do Chiado realiza treinos, com acompanhamento de treinadores, com dois percursos distintos: um mais fácil, +- 5km, e outro mais puxado, de 10km. É só aparecerem às 20h na loja do Chiado.


Estava frio e vento. As t-shitrts ficaram escondidas.

O ambiente colorido

Jessica Augusto - special guest


Deram-nos um mapa onde tínhamos os pontos de controlo obrigatórios: Marquês de Pombal, Pç. Comércio, Ribeira das Naus, Chiado (loja Nike) e novamente Largo de Camões




No final da corrida e já um pouco mais encaloradas lá conseguimos mostrar as T-shirts


Que tal, hein? Ficaram catitas, ou não?

Boas corridas!

29 de maio de 2013

Colecção Primavera/Verão by RUN BABY RUN


Com t-shirt Run Baby Run
De branquinho imaculado
Você corre uma maratona
E não fica cansado!

:))




 
Eu hoje estou muito feliz!
 
Abraço-vos!!!

É p'ró menino e p'rá menina!!


Estreia absoluta numa corrida perto de si:


T-shirts RUN BABY RUN!





E para os rapazes aqui fica a versão macho-man!! :))) 



Gostam? A partir de agora já podem ficar atentos ao sapatinho voador e caso me vejam não hesitem: venham de lá esses ossos!

Tive o privilégio de já ter conhecido grandes corredores e corredoras, pessoas muito simpáticas que correm por aqui e por ali e tudo se deveu às t-shirts que usavam!

Boas corridas!