14 de maio de 2013

24ª Meia-maratona de Setúbal

Isto sem as meninas não tem a mesma graça, mas enfim... Desta vez a presença RUN BABY RUN foi assegurada apenas pelos rapazes.

Já não bastava o meu Benfica me ter posto com os nervos em franja na véspera, ainda por cima não podia participar nesta prova que tantos elogios recolhe de quem já participou em edições anteriores.

Este post será pequeno porque não tenho muito a dizer, apenas assinalar a excelente prestação dos meus meninos. Não estive lá, não senti a atmosfera sadina, não vi pessoas...

Deixo aqui o registo da nossa participação e a certeza que para a próxima estarei lá!

Brevemente... E com uma surpresa!



 Paul Michel (518).

 Jean Charles (519): 1h50m06s.

 Perto da linha de meta: 1h58m31s.
(O relógio só se desliga depois de pisar a linha, ó menino!!)

Jean Charles (519) com ar de quem corria mais 10km! Seguramente!

Fotos: João Lima.

13 de maio de 2013

Obrigada Mister!

O Mister é fixe.

O Mister é rijo.

O Mister diz: “no pain, no gain!”

O Mister não gosta dos que desistem.

O Mister grita.

O Mister diz: “hidrata, hidrata!”

O Mister, quando fala sério, faz rugas na testa.

O Mister é um apaixonado do campo, do verde e da montanha.

O Mister venera as suas origens, a sua terra.

O Mister ama a natureza e os bichos. E respeita-os!

O Mister é apicultor e com o seu mel cura a tosse dos meus filhos.

O Mister treina os maiores ultra-runners portugueses.

O Mister adora polvo e fruta. Detesta favas.

O Mister gosta de fotografia.

O Mister é competente e sério no que faz. 

O Mister ensinou-me o que é a «filosofia de vida» da corrida.

O Mister gosta da clorofila, dos vales e montes.

O Mister é exigente com os seus atletas.

O Mister não acredita na sorte.

O Mister é trabalhador e dedicado.

O Mister acredita no trabalho e resiliência de quem treina.  E só assim os treina!

O Mister é uma GRANDE amigo. É um senhor. É um senhor meu amigo.

Se eu tivesse nascido homem gostaria de ser como o Mister.
(Só alterava uma coisa: mais cabelo!)

Obrigada, Mister! Muito obrigada!

 

Minhas senhoras e meus senhores apresento-vos o Mister!

Mister, apresento-te as senhoras e os senhores que me lêem!

Mister Paulo Pires a orientar-me um treino:

"Run, baby, run até ali, ok? Ir e vir, 10 vezes, sem ultrapassar os 163bpm! SIGA!
E mexe-me esse rabo gordo!"

8 de maio de 2013

Me & Haruki Murakami

 Há umas semanas disse aqui que quando fizesse este post comentaria cada uma das citações. Pois esqueçam lá isso. Não vale a pena. Há aquela frase que diz "uma imagem vale mais que mil palavras". Pois neste caso as citações por mim escolhidas não precisam de explicações nem comentários. São como imagens.

Tal como toda a escrita de Haruki Murakami estas frases são transparentes, límpidas, claras como a água.

Quando lia o livro debaixo do chaparro alentejano, estas passagens deixaram-me com falta de ar, de tão "reais" que são para mim. Nenhum escritor que não fosse simultaneamente corredor conseguiria escrever assim. E é por isso que sou duplamente fã de Murakami: escreve bem e corre melhor!

Por isso, minhas amigas e meus amigos, sem lamechices, quero partilhar convosco algo que me fez muito bem: ler este livro. E por isso partilho parte dele.



"Enquanto corro, vou dizendo a mim mesmo para pensar num rio. Pensa nas nuvens, digo. Mas no fundo não estou a pensar em nada de concreto. Continuo, pura e simplesmente, a correr nesse confortável vazio que me é tão familiar, no interior do meu nostálgico silêncio. E isso é qualquer coisa de profundamente maravilhoso. Digam o que disserem."


"Começo a correr ao longo da estrada, lentamente, quase a arrastar os pés. Passa por mim uma velha senhora, no seu tranquilo passeio diário, e eu nem sequer consigo alcançá-la, isto só para verem do que a casa gasta. À medida que progrido no terreno, porém, os músculos relaxam e, vinte minutos mais tarde [no meu caso cerca de trinta], permito-me correr como as outras pessoas. Ponho-me então a acelerar, após o que continuo a correr mecanicamente, sem nenhum problema. Por outras palavras, os meus músculos são daqueles que precisam de tempo para aquecer. Revelam-se lentos no arranque."


"O importante não é competir com o tempo. Para mim, agora, o que interessa é a satisfação de chegar ao fim dos quarenta e dois quilómetros [no meu caso, para já, vinte e um], que é a duração da corrida, e o prazer que isso me poderá proporcionar. As coisas que aprecio e a que dou valor não se traduzem em números. O que me norteia é a busca de um sentimento de orgulho um pouco diferente na sua origem do que tinha até à data."


"Cortar a meta, nunca andar a passo e ter prazer na corrida em si. São esses, por ordem, os meus objectivos."  [Aqui fiquei com pele de galinha].


"Para um corredor como eu, o que verdadeiramente importa é conseguir os objectivos que me proponho, ir até onde as minhas pernas me levam. Dou tudo o que tenho, aguento tudo o que tenho de aguentar, e obtenho, à minha maneira, o que para mim conta. De cada falhanço, de cada alegria, procuro tirar sempre uma lição concreta. (Não importa que seja minúscula, basta que seja concreta.) Com o tempo, à medida que os anos forem passando, contando desde já com as corridas que hã-de vir, acabarei por alcançar o meu lugar de eleição. Ou talvez, quem sabe?, apenas um lugar que se aproxime vagamente disso. (Sim, esta é a melhor maneira de pôr as coisas, sem sombra de dúvida.)"

Por isso...


6 de maio de 2013

Pôr a escrita em dia.

Aproveitando que este mês de Maio será mais calmo em termos de provas, não em termos de treinos, aproveito para pôr a escrita em dia.

Este projecto chamado RUN BABY RUN tem dois propósitos fundamentais: 1) conseguir atrair mais pessoas para a prática regular da corrida, ou do exercício físico se preferirem, mantendo em simultâneo uma atitude saudável perante a vida; e 2) comprometer-me, perante os outros, com o propósito anterior. Basicamente, este blogue "obriga-me" a não falhar perante mim, em primeiro lugar, e perante vós.

Andei cerca de um ano a decidir se teria um blogue ou não. Para quê? Qual o propósito? Que ganho com isso? Bom, rapidamente respondo a estas perguntas.

1. Para quê? Para que muitas pessoas vejam e acreditem que é possível ter "a outra" vida além daquela que traduz o quotidiano de muitos: trabalho, família, amigos, religião, associativismo, etc.. É (ainda) possível ter tempo para fazer desporto. É possível ter tempo para nós, para cuidar da nossa saúde e do nosso bem-estar.

2. Qual o propósito? Tentar desta forma, expondo uma parte da minha vida, conseguir atrair mais pessoas para a corrida. Quando corremos somos MESMO melhores pessoas. Somos mais saudáveis, andamos mais bem dispostos, somos mais enérgicos - logo, até trabalhamos mais e melhor -, somos MAIS FELIZES!

3. Que ganho com isso? Ganho vida, ganho saúde, ganho amigos, sou mais feliz! E cada vez que uma amiga ou amigo me diz: "olha, ontem fui correr!" Fico muito satisfeita. E é aqui que já ganhei.

Atenção que não tenho pretensões em ser um modelo inspirador para ninguém, nem sequer tenho "obra feita". Apenas sou uma mulher como tantas outras, com uma vida normalíssima como tantas outras que consegue e esforça-se por ter tempo para fazer aquilo que gosta: simplesmente correr. A par disto também gosto daquelas coisas pirosas das mulheres: saltos altos, maquilhagem, roupa, cabeleireiro, massagens, saldos, blá, blá... Como podem ver sou igualzinha a tantas outras.

Claro que o factor sorte também conta. Tive a sorte de ter amigos fantásticos que conseguiram influenciar-me positivamente nestas andanças das corridas. «Água mole em pedra dura... Tanto bate até fura». Foi um bocadinho assim. Contei com algumas pessoas que exerceram sobre mim essa influência muito positiva. E a elas estou eternamente grata.

Respostas dadas há que seguir para a frente com o blogue. Neste projecto contei com ajudas preciosas, mas há duas que se destacam. E são dois homens. Têm em comum muita coisa e ao mesmo tempo nada!

Quero e faço questão de, publicamente, agradecer a cada um deles porque cada um à sua maneira foram decisivos nesta minha aventura da corrida e do blogue. Quero dedicar-lhes um post porque até acho egoísta da minha parte não vos apresentar estas duas peças raras.

Por isso, a partir de amanhã quando menos esperarem: Ó faxavôr, sai um post para a mesa do canto!

Entretanto, fiquem com esta:

 É favor imprimir vários exemplares desta foto e forrar a parede do quarto. Deve ainda ser utilizado como desktop no computador de casa, escola ou trabalho.



3 de maio de 2013

Se isto não é estilo... [3]

Acompanho alguns blogues de moda. Um deles é o conhecido O Alfaiate Lisboeta.

Gostaria de vos mostrar as fotos dos seus últimos dois posts. Acho curioso que num tão curto espaço de tempo o seu olho clínico e a objetiva da sua máquina fotográfica se tivessem inclinado para looks desportivos ou com detalhes desportivos.

Quando passeio pelas ruas gosto de reparar nas pessoas: no que vestem, no que calçam, nos acessórios que usam, na forma como caminham... Cada vez mais, vejo-as a misturarem o estilo desportivo com o clássico. O resultado final é um mix de texturas e cores que, grande parte das vezes, resulta muito bem.

Desde que sigo o seu blogue, e se a memória não me atraiçoa, não gostei (apenas) de duas fotos. Adoro o seu trabalho, o seu sentido estético e a sua capacidade de captar na perfeição imagens de gente com estilo.

 Foto: O Alfaiate Lisboeta.

Foto: O Alfaiate Lisboeta.
[O jovem da direita está qualquer coisa... Arrojado!]



2 de maio de 2013

Corrida 1º Maio - Inesquecível por vários motivos

Enquanto tomava o pequeno-almoço não imaginava sequer as surpresas e acontecimentos felizes que iam dar cor a este dia. Não fazia ideia que a Corrida do 1º Maio seria, até hoje, a minha melhor corrida. Vou já falar do único ponto menos bom e que se prende com a organização da prova (vou já despachar este assunto porque não quero voltar a dizer mal de nada ao longo deste relato): a falta de água ao 7ºkm. Por sorte eu ia tão contente e motivada que consegui continuar. Mas na altura lembro-me de ter dito uma asneira daquelas muito feias... Mas baixinho...

Pronto, já está, assunto arrumado. Agora as (muitas) coisas boas! 

A primeira coisa boa que me aconteceu foi ter encontrado a Analice. Lembram-se? Aquela senhora que fez a Maratona das Areias (com o Carlos Sá e o Pedro Igor) e acabou a prova, classificando-se no 1º lugar do seu escalão? A Analice é aquele tipo de mulher a quem eu chamo de guerreira! Mas quando falamos com ela é um docinho... Amorosa e super simpática!

Estive cinco minutos à conversa com ela. O Paul Michel bombardeou-a com perguntas sobre a prova.

No final, portei-me como as teenagers que encontram os seus ídolos: posso tirar uma fotografia? Claro que sim! Vamos a isso!


Eu e a Analice.


A Analice e a Babe.

Reunidas as tropas - eu, a Babe, o Paul Michel, e o Jean Charles - foi tempo de fazer um ligeiro aquecimento dentro do estádio 1º de Maio.

Eis senão quando, vejo umas t-shirts conhecidas. Eram os Bip-Bip Runners! Apressei-me a cumprimentar o Pedro que simpaticamente me apresentou à restante equipa, Marta e Bruno. Este foi assim o segundo acontecimento feliz! Foi um privilégio conhecer "ao vivo e a cores" gente que corre p'ra lá de rápido e sempre com boa disposição!

Entretanto era hora da partida e eu e a Babe decidimos sair cá de trás. Os miúdos deixaram-nos (para não variar) e seguiram lá para a frente. Nestas coisas de corridas a nossa equipa ainda não está coesa o suficiente! As meninas partem cá de trás e os meninos chegam-se lá para a frente... Enfim... Guerra dos sexos!

Terceiro acontecimento feliz: olho para o lado e vejo os "4 ao Km". As caras conhecidas eram o João Lima e a Isa que rapidamente reconheci pelas suas t-shirts amarelas. Mais uma vez, uma troca de sorrisos e cumprimentos que culminou com um 'boa prova'! E assim conheci mais gente que corre à séria e com (muito) boa disposição.

Comentava com a Babe: nas corridas/provas temos sempre este ambiente saudável. A facilidade com que se sorri a uma pessoa, que até pode ser desconhecida, e a probabilidade com que essa pessoa nos devolve outro sorriso é imensa, acreditem...

Partida dada lá seguimos. O Pedro, dos Bip Bip Runners, seguia entusiasmado a tirar fotos aos vários participantes. A dada altura apanhou-nos na curva!


(Ainda) frescas que nem alfaces!

[Esta foto foi gentilmente furtada aos BIP-BIP Runners] :))))

A corrida seguiu e eu e a Babe mantivemos o nosso ritmo, sem sair da chamada zona de conforto. A mim não me apanham noutra, como na Corrida da Mulher. Disparates desses nunca mais! Fomos muito certinhas pelas avenidas abaixo, sempre a pensar que teríamos que fazer uma (grande) avenida acima!! Lá diz o ditado: "tudo o que desce... Sobe".

A prova foi muito divertida. Ressalvo e partilho dois momentos em particular. Um deles, em frente ao elevador de Santa Justa encontrava-se uma fila extensa de turistas que aplaudiam os corredores. Mas estes, na sua maioria, iam mais concentrados na corrida e raramente devolviam a simpatia com um gesto de agradecimento.

Pois aqui as duas xonés não vão de modas: ao passar por eles adoptam um estilo atlético (de quem está a cortar a meta), lançando beijos e adeus. Resultado: beneficiámos de uma autêntica chuva de aplausos e flashes intermináveis das máquinas fotográficas dos turistas. Chineses, claro!!! Tenho pena de não ter registos fotográficos deste momento.

[Se alglum tulista chilnês lel este blogle, plodia mandal-me umas fotos. Muilto obligado.]   Just in case...

Outro momento divertido foi também com dois turistas (prova mais internacional que esta é impossível!!) em que um deles se colocou a correr ao lado duma participante enquanto outro registava o momento. Mas a dita senhora não lhe passou cartucho. Vai daí, aqui as xonés, penduraram-se no senhor turista e lá pousaram ao seu lado para tirar fotos. Ele ficou muito agradecido e deu-nos um F O R Ç A!

Por tudo isto, chego ao quarto acontecimento feliz: a prova foi muito divertida. Desde os aplausos e das fotos dos (e com os) turistas, passando pelas crianças que nos pediam para lhes bater na mão, até à conversa de dois minutos com um senhor simpático que apanhei na subida da Almirante Reis... Foi magnífico!

Abreviando. Esta prova, para mim, foi daquelas que foi feita mais com a cabeça do que com as pernas. E quando assim é tudo corre bem. Acabei feliz, acabei fisicamente muito bem, acabei com a sensação que só alguns conhecem: ISTO É BOOOOOOMMMMM!

Os nossos rapazes estiveram muito bem, sobretudo porque se redimiram. Ou seja, no início não querem saber de nós, mas no final ficam ansiosos que cheguemos. E nós lá chegámos, bem e bem dispostas!

E o prémio ó-p'ra-mim-a-terminar-isto-com-uma-perna-às-costas-e-com-um sorriso-na-cara vai para... Tchanananannnnnn...

 
 Babe
(Esta miúda no que toca a pousar para a foto vai longe, acreditem...)



Depois da prova: a equipa RUN BABY RUN: eu, Paul Michel, Babe e Jean Charles.



A equipa RUN BABY RUN a hidratar.



O brinde da praxe!

Até à próxima (que espero que seja rápido) e boas corridas!