A representação RUN BABY RUN estava assim assegurada por treze ilustres caminhantes e corredores. O meu objectivo, ao convidar estas e outras pessoas (que entretanto declinaram o convite) era tentar mostrar, sobretudo aos "caloiros" o que é isto de andar a correr e participar em provas. Quem me conhece ouve-me falar com paixão sobre isto, mas nada como viver in loco uma experiência destas. Achei, na altura, que a Marginal à Noite era a praxe ideal! E não me enganei...
Para começar os meus parabéns à organização da prova. Vê-se que é uma prova em que a organização dá tudo. Tudo a que se pode ter direito numa prova deste género, na Marginal à Noite temos! Isso e muito mais!
Temos organização, temos abastecimentos, temos música, temos cor, temos luz, temos massagens, temos mar, temos fogo de artifício, temos estrelas, temos atletas à séria, temos atletas a brincar, temos crianças, temos idosos, temos TUDO! E que bom foi ver tudo isto ali misturado!
Em segundo lugar palavras de agradecimento:
- A quem me acompanha sempre: Paul Michel e Babe.
- A quem vai continuar a acompanhar-me: Isabel e James.
- A quem vai começar a fazer disto vida: Sofia e Luís.
- A quem... Vá, lá, miúdas deixem-se de tretas e acordem p'ra vida, ok? Joana, Teresinha e Anita?
Ora bem, não vou fazer a descrição da minha prova. Hoje apetece-me partilhar algo diferente. Os meus sonhos... Não são eles que comandam a vida?
Sobre a minha prova é muito simples:
- Correu bem.
- Fiz um ritmo confortável para mim.
- Acusei algum cansaço, dos treinos da semana, a partir do 4ºkm.
- Fiz 47m57s.
- Portei-me bem.
- Pronto. Está dito. Siga.
Ana, Sofia, eu, Isabel, Paul Michel, Teresa, Babe, Luís
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Babe completamente baralhada. Isabel ao comando.
Paul Michel, eu, Babe e James (Calma, James, são só 8km!!)
O ambiente
Ainda deu tempo para um pézinho de dança (foto tremida por causa dos nervos!)
Agora passemos ao que (me) interessa. No meio de milhares de pessoas que corriam ou andavam por aquela Marginal fora eu consegui sentir-me sozinha. É verdade.
Fiz efectivamente a prova sozinha. Assim que deram o sinal de partida e passados escassos metros perdi-me de toda a gente, ao ponto de nem sequer ter noção de quem estava para trás e de quem estava para a frente. Na altura isso deixou-me triste. Afinal, desta vez somos tantos e vou correr sozinha. Mas sozinha? Está aqui tanta gente? Foi das provas em que me senti mais desamparada, acreditem...
Corri por ali fora sem medo do escuro, na tentativa de apanhar alguém conhecido. Empurraram-me... Disseram "com licença"... Disseram "cuidado com o cão"... Tenho que me distrair. A minha playlist não estava a ser suficiente.
Rapidamente transformei aquela solidão em sonhos. E que sonhos? Se me ponho aqui a sonhar desconcentro-me da corrida, esqueço-me de monitorizar os batimentos cardíacos, distraio-me com o percurso e os quilómetros... Não, é melhor não. Concentra-te, miúda! Vá... Para fazeres um bom tempo.
Que se lixe o bom tempo! Já não basta ir aqui tipo cão abandonado ainda agora tenho que me preocupar com a porcaria do tempo.
Fiz a prova a sonhar...
Sonhei que estava fazer a Marathon des Sables (eheheheh), sonhei que estava a fazer os Trilhos da Serra D'Arga, sonhei que estava a fazer a meia-maratona de Lisboa, sonhei que estava a fazer o 1º Trail da Pampilhosa da Serra, sonhei que estava a correr em Monsanto e de noite, sonhei que andava a correr em Peniche no meio do fogo...
Sonhei com tudo isto... E sonhava com muito mais, pudesse eu continuar naquela noite a correr sozinha no meio daquela multidão!
Obrigada Marginal! See you in 2014...
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